Case de Sucesso: Dafiti

Case de Sucesso: Dafiti

Os números são assombrosos: em 2015 o e-commerce teve um faturamento de vendas de R$ 41,3 bilhões, com tíquete médio 12% maior do que no ano anterior, alcançando R$ 388 de acordo com a E-Bit. E não é de hoje que o setor não conhece crise.

Você pode até não saber, mas algumas das lojas mais famosas e bem sucedidas do momento começaram justamente vendendo apenas online. Dentre os cases de sucesso e-commerce, o Dafiti merece destaque. Estima-se que a empresa, criada por quatro rapazes há apenas seis anos, só no primeiro ano rendeu nada menos que R$ 400 milhões, com cerca de 72 milhões de visitas ao site. Fazendo o que? Vendendo sapatos pela internet.

Loja física concretiza o conceito da empresa

Apenas em março de 2015 eles montaram sua primeira loja física, a Dafiti Live, em São Paulo, uma loja conceito de três andares com roupas, sapatos, produtos de beleza e acessórios com um sistema de vendas diferente: você experimenta o que quiser e depois é tudo entregue em casa. Em cada andar você encontra tablets, smartphones e computadores Samsung à sua disposição, já que a ideia é oferecer uma experiência tecnológica aliada ao processo de compra. Há ainda uma cheesecakeria aberta para a rua e um espaço para eventos.

Modelo de negócio já testado para o sucesso

Tudo isso não chega a ser surpreendente vindo de uma experiência de e-commerce de extremo sucesso, ainda que a fórmula não tenha sido novidade. Na verdade, os quatro rapazes que chegaram ao Brasil em 2010 para ocupar um quarto de hotel – os alemães Malte Huffmann e Malte Horeyseck, o francês Thibaud Lecuyer e o brasileiro radicado na Europa, Phillip Povel – decidiram, justamente, erguer uma empresa nos modelos de sucesso internacionais, como o da loja de calçados Zappos.

Queriam um negócio que pudesse ser utilizado em qualquer lugar do mundo, que crescesse muito rápido e “fizeram o dever de casa”: pesquisaram muito e logo descobriram que, além de o Brasil não ter uma cultura de mega stores – portanto um belo nicho desocupado – o mercado de sapatos nacional movimentava R$ 70 bilhões por ano.

Melhor experiência de compra para o consumidor

Daí em diante foram dois meses ao telefone fazendo contato com os fornecedores e preparando o negócio de forma a crescer muito e muito rápido, apostando na organização e estrutura, com uma visão extremamente bem formulada. Assim, elaboraram os dois pilares do que seria um dos maiores cases de sucesso do país: oferecer um portfolio bastante abrangente e uma experiência de compra muito boa para o cliente.

E deu certo. Em dois anos eles passaram do quarto de hotel para um pequeno escritório de 13 m² onde todos os funcionários sentavam-se em torno de uma mesa e daí, para uma empresa com sete andares.

Estratégia para o lançamento do site gera tráfego monstruoso

O lançamento oficial do site já gerou um tráfego monstruoso, já que os mais de 500 banners espalhados pela internet fez com que a loja online fosse completamente assediada por fornecedores – a lista de espera ultrapassa cinco centenas de lojistas.

Aos seis meses com o site no ar a Dafiti já contava com mais de 140 marcas de sapatos, e o grupo decidiu antecipar a entrada das roupas no catálogo. Foi a época também em que começaram a apostar no marketing offline, com anúncios na TV aberta. Como resultado o numero de visitantes duplicou. Segundo a consultoria ComScore, foram mais de 3,6 milhões de acessos mensais.

Fundo traz investimento e experiência

Mas os rapazes não estão sozinhos, eles contam com vários (e poderosos) investidores estrangeiros e brasileiros. O principal deles é o fundo alemão de investimento Rocket, dos irmãos Oliver, Alexander e Marc Sawer, justamente de onde vem a ideia do modelo Zappos.

A Rocket, em 2008, já o havia usado como inspiração para a criação da Zalando, uma loja online que em dois anos tornou-se líder no mercado europeu. O fundo já trouxe para o Brasil quase uma dezena de lojas online, mas a Dafiti é a que mais recebe atenção da Rocket, que detém 70% da empresa. Os outros 30% são divididos entre os rapazes.

Mas que nome é esse?

E se você, algum dia, já se perguntou de onde vem esse nome, Dafiti, a historinha vale a curiosidade: lá no início, ainda na fase de elaboração, os quatro pediam ideias de negócio para os amigos, que as mandava para o e-mail do primeiro estagiário da loja, Daniel Fitipaldi, cujo endereço eletrônico era “danifiti”. A variação para Dafiti passou pelo crivo dos advogados e assim nascia um dos maiores sucessos do e-commerce brasileiro, o case Dafiti.

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