O grande varejo nacional e o e-commerce

O grande varejo nacional e o e-commerce

Enquanto gigantes online, como a Dafiti, estão abrindo suas primeiras lojas físicas mais como consolidação de um conceito, a maioria do grande varejo nacional faz justamente o caminho oposto: investe de forma crescente no e-commerce como forma de alcançar um público cada vez maior, mais diversificado e multiplicar suas vendas.

A estratégia não só tem dado muito certo como, mais do que uma tendência, já é uma realidade que está traçando os caminhos do varejo nacional para o futuro. Afinal, muito mais lucrativo e econômico do que espalhar filiais pelo Brasil e ter que arcar com todos os custos do imóvel, taxas, e direitos trabalhistas, é o caminho online até o consumidor.

Em um setor que não conhece crise, a tendência é a redução das lojas físicas para alguns pontos estratégicos e o investimento maciço nas lojas online.

E-commerce responde por 22% do faturamento do Magazine Luiza

Um belo exemplo disso é o Magazine Luiza, que, enquanto muitos amargam prejuízos, colecionam reclamações e esperam a tão falada crise passar, acaba de anunciar um crescimento bruto nas vendas de 3% atingindo R$ 5,8 milhões de lucro no primeiro trimestre de 2016.

A principal estratégia varejista está no e-commerce, que teve o maior ritmo de crescimento de vendas dos últimos cinco trimestres, 27,8%. Abocanhando 22% do faturamento da empresa, ela já anunciou que não pretende tirar o foco do público online pelo menos nos próximos cinco anos.

Personalização e excelência na experiência do cliente

A estratégia da empresa é personalizar cada vez mais seu canal de vendas online, proporcionando experiências diferenciadas com a oferta de produtos com base no perfil de cada cliente. Além disso, investiu em aspectos competitivos, como preço, frete, condições de pagamento e maior variedade de itens.

No laboratório de desenvolvimento e inovação, o Luiza Labs, não param de surgir ideias, como o aplicativo lançado no final de 2015 e que já superou a marca dos 2 milhões de downloads. São mais de 100 engenheiros, que trabalham de forma paralela ao departamento de TI, e que se dedicam ao aperfeiçoamento das plataformas já existentes e à criação de novas.

Mobile otimiza vendas nas lojas físicas

Com 26% a mais de investimento em tecnologia do que no ano passado, a Magazine Luiza tem visto seus índices de conversão subirem meteoricamente. Entre eles está a digitalização das suas vendas nas lojas físicas, com a integração dos vendedores ao projeto Mobile Vendas: minutos com seus smartphones, eles reduzem o tempo média de vendas de 40 para 5 minutos, melhorando a experiência dos clientes e otimizando as vendas.

Casas Bahia inova em aplicativo para conquistar clientes

Após resistir por anos à ideia e finalmente se render ao e-commerce em 2009, com um investimento de R$ 3,7 milhões, e se juntar ao market place em 2015, a maior rede varejista brasileira lança no mercado em março, o seu aplicativo, o Cartão Casas Bahia. A ferramenta, que foi produzida em parceria com a Bradesco Cartões, traz uma inovação ao mercado: a possibilidade de o cliente fazer o bloqueio online de compras, desbloqueando-o no próprio aplicativo apenas quando for usá-lo.

Exclusivo para os portadores de cartões da rede, o app traz diversas funcionalidades, entre elas a consulta aos gastos, aos limites com indicação de percentual de indicação, à fatura dos últimos quatro meses, ao código de barras para pagamento da fatura, a informações em real time em relação às operações feitas e ainda um alerta de fechamento da fatura.

De acordo com uma lista elaborada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) com as 50 maiores empresas mantenedoras de lojas virtuais, a Cnova, mantenedora da Casas Bahia, Ponto Frio, Extra, Cdiscount e Barateiro, ocupa o segundo lugar do ranking. De acordo com a empresa de e-commerce controlada pelo Grupo Pão de Açúcar, só as Casas Bahia tiveram um crescimento de faturamento de 19% no primeiro semestre de 2015.

Estratégias voltadas para o consumidor são o grande trunfo

Os investimentos em inovação e tecnologia são os “segredos” para enfrentar a crise mesmo onde ela não chega, mas essencialmente voltados para a melhoria da experiência de compra do consumidor. Aliados a medidas de redução de custos e controle de desperdício através de uma bem feita gestão de estoque e distribuição, não há limites para as possibilidades do e-commerce. É a mudança definitiva do perfil do comércio varejista nacional.

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