Descubra tudo sobre os marketplaces

Descubra tudo sobre os marketplaces

Os marketplaces reúnem diferentes tipos de produtos e serviços para atingir o maior público possível. A Amazon, o Extra.com.br, o Mercado Livre, são todos exemplos de marketplace. E é justamente por causa da variedade que esses sites oferecem que eles podem trazer vantagens e oportunidades para os pequenos negócios.

As pequenas empresas podem vender seus produtos ali por meio de parcerias firmadas, que acabam sendo boas para todo mundo. Consumidores, operadores e lojistas podem sair ganhando com esse modelo de negócio que conecta o cliente ao fornecedor diretamente, sem precisar de intermediários. A monetização vem de um percentual na transação que foi realizada nesse ambiente.

Existem vários tipos de Marketplaces, entre eles há os focados em intermediar negócios entre as empresas e os consumidores (Business to Consumers, ou B2C), entre empresas e o Governo (B2G), entre o governo e o cidadão (G2C), entre empresas privadas (B2B) e até entre consumidores (C2C).

Em todas elas, quem quer adquirir um serviço ou produto consulta um catálogo online e faz toda a transação pelo próprio site. É o operador do Marketplace quem processa a operação, já o armazenamento dos produtos e a logística toda ficam por conta da empresa que comercializou o que foi vendido.

Diferenciais do marketplace

Como dissemos, o marketplace tende a ser vantajoso para todos os envolvidos – o lojista, o consumidor e o operador. Para conseguir vender, o pequeno empresário precisa gerar tráfego para seu e-commerce. Ele pode ser pouco conhecido, mas a visibilidade de seus produtos aumenta se ele estiver presente em um marketplace (e o custo do marketing vai ser muito menor).

Se o comerciante acompanhar as métricas do e-commerce vai poder ver de perto as tendências e soluções para os problemas que afetam seu negócio – e consertar o que precisa. O modelo de negócio beneficia o operador à medida que alavanca as receitas por meio das comissões sobre as vendas (o ticket médio tende a ser maior se ele oferecer mais produtos, certo?).

E o consumidor também sai ganhando porque encontra diferentes itens, de vários setores, em um lugar só, consegue preços melhores e ainda pode pagar em uma única transação por produtos de “diferentes lojas”. 

Por exemplo, você pode comprar livros, perfumes e pagar uma viagem em um único site. Isso só é possível por causa das parcerias – nesse caso, com marcas de perfumaria, com sites ou agências de viagens e com livrarias ou editoras. São centenas de milhares de produtos de segmentos tão distintos quanto moda, setor automotivo e utilidades domésticas, em um só local.

Marketplaces especializados

Sites como o Elo7 e o Tanlup são exemplos de marketplaces especializados. No caso deles, a ideia é reunir pequenos comerciantes ou artesãos em um mesmo espaço, sem marcas grandes ou nichos abrangentes demais, e ainda assim, é uma proposta que funciona.

As desvantagens dos marketplaces

Não há dúvidas de que esse canal de vendas veio para ficar (e, ao que tudo indica, vai crescer cada vez mais, como ocorre em outros países como a China, onde representa 90% do faturamento dos e-commerces). Mas assim como tem muitas vantagens, os marketplaces também têm desvantagens que devem ser levadas em conta por quem está interessado em investir nesse tipo de parceria. Vamos falar agora sobre os riscos desse investimento.

  • Sua marca pode ser prejudicada: todas as ações de marketing e toda a propaganda focarão o marketplace (e a marca deles). Você está sob o “guarda-chuva” deles, então os diferenciais da sua loja e os atributos de seus produtos não serão focados;
  • Você precisará reduzir as margens para promover seus produtos: a comissão média dos marketplaces é de 20%. Você terá que sacrificar as margens sobre as vendas também no seu e-commerce para manter a política de preços alinhada com a que é praticada no marketplace;
  • Quanto mais vendas você tiver no marketplace, maior a chance de o parceiro virar concorrente: O marketplace acompanha seus indicadores de desempenho e, assim, tem facilidade para avaliar se é uma boa hora para entrar no seu ramo. Você pode estar “esquentando cadeira” para seu futuro concorrente;
  • Você corre o risco de ficar na mão de uma única empresa para intermediar suas vendas: A Amazon, por exemplo, vem sendo criticada nos Estados Unidos por não dar espaço para as lojas de menor porte e promover a monopolização do mercado. A Estante Virtual é um exemplo brasileiro – o site se transformou em uma referência para quem queria comprar livros usados, mas os lojistas se revoltaram quando eles começaram a reajustar os valores de comissão e muitos saíram para montar suas próprias lojas. 

Agora que você já conhece os prós e contras, avalie o que é melhor para a realidade da sua empresa. Pese tudo e veja o que será mais vantajoso. E se ficou com alguma dúvida sobre esse assunto, é só perguntar nos comentários!